Arquitetura e Design

5 tendências do Design Weekend que você precisa ficar de olho

A segunda semana do mês de agosto foi agitada em São Paulo. Um dos maiores festivais urbanos do mundo celebrou sua sexta edição com mais de 300 eventos em cerca de 120 lugares na cidade: o Design Weekend.

O objetivo desse acontecimento tão importante é promover e debater a cultura do design moderno, bem como sua relação com outros setores, como arquitetura, decoração, belas artes e tecnologia.

Se você trabalha ou possui interesse em alguma dessas áreas, precisa conhecer as principais inovações e tendências trazidas pelo Design Weekend que prometem marcar a temporada 2017/2018. Confira:

1. Peças sustentáveis

Quando o assunto é modernidade e inovação, a sustentabilidade raramente fica de fora. E não é para menos: por meio de um projeto ecoeficiente, várias soluções modernas de decoração, design e arquitetura podem ter uma utilidade a mais — otimizando a beleza do espaço e valorizando a consciência ambiental.

Para estimular o setor e mostrar que o design está em todos os lugares — e não é algo inalcançável —, o objetivo de uma das mais poderosas tendências do Design Weekend foi conectar o universo criativo (incluindo técnicas artesanais) ao mundo da produção.

Essa edição foi marcada por peças mais brutas, especialmente em suas formas mais orgânicas e naturais, como os móveis de madeira do projeto Acre Made in Amazônia, responsável pela exposição de poltronas, mesas e cadeiras que priorizam esse tipo de composição e valorizam qualquer ambiente.

Outro destaque foi o trabalho do designer Paulo Goldstein, que reaproveita fragmentos de móveis, restos de matérias-primas brutas e objetos quebrados para conserto ou criação de novas peças, como cadeiras que usam tocos de árvore como assento ou uma luminária reparada com o uso de uma polia de madeira.

Para exaltar ainda mais a originalidade e preocupação ambiental do evento, os debates sobre o uso de bicicletas como alternativa de melhoria da mobilidade urbana sempre foram bastante incentivados por meio do Bike Tour SP — que ganhou uma rota exclusiva para percorrer os principais pontos de arquitetura e design da cidade.

2. Cimento e concreto

O cimento queimado e concreto aparente se tornaram tendências não só nas paredes, para quem deseja um ambiente moderno, mas também em bancos, vasos, luminárias e outros acessórios decorativos.

Esse material bruto vem se consolidando como uma opção durável (devido à sua resistência), prática, econômica e de fácil aplicação. Por ser feita com argamassa — que evita a retirada de elementos naturais e não emite CO2 no processo de produção —, a instalação é simples e ecológica.

A versatilidade do material também aumentou: seu uso é feito em acabamento de pisos ou paredes em fachadas e áreas externas com diversas combinações de elementos naturais (como pedras ou madeira). Além disso, o uso de tijolos de demolição ou formas geométricas também apareceram muito e estão em voga nas peças de diversos expositores, como a Dpot Objeto.

Quem deseja o efeito rústico das paredes ou fachadas sem o trabalho dessa instalação, pode optar pelos papéis de parede ou painéis que imitam o aspecto visual do concreto — como os expostos pelas artistas Adriana e Carlota.

3. Estilo retrô/vintage

Peças mais antigas de design consagrado, típicas dos anos 60 e 70, deixaram de ser apenas uma mania de colecionador e estão em alta nas galerias do Design Weekend. Tudo isso é fruto da onda vintage, que veio de fora e atinge o país com força desde os anos 2000.

No festival, o que predominou foi movimento retrô no estilo “mix & match”, que propõe a releitura de móveis e estética do passado por meio da combinação com a tecnologia e design contemporâneos. A mostra “Modernos Eternos”, que foi um dos principais eventos do festival, explorou bem essa temática com a construção de ambientes inovadores.

Quem se identifica com o estilo pode investir em algumas peças-chave, como conjuntos de fotos emolduradas, antiguidades, pisos de madeira, baús, penteadeiras, poltronas, cadeiras com pés palito. Confira alguns dos itens expostos no festival pela Moora.

4. Mistura de materiais

O reaproveitamento de matérias-primas brutas, bem como sua combinação com outros elementos foi uma tendência forte no Salão do Móvel de Milão — e que acabou transferida para o Design Weekend brasileiro.

A utilização de técnicas que fundem materiais e texturas inusitadas são marcantes em várias peças de expositores, como os bancos de lã e madeira de Inês Schertel, o Vaso Callas feito em vidro, latão e osso, de Paulo Goldstein, e a infinidade de cadeiras ou balanços de metal combinados com a corda náutica, de expositores como Tidelli e Artefacto Beach&Country.

Essa mescla de estilos pode ser uma boa aposta na hora de decorar a casa ou apartamento, por meio da criação de composições únicas e harmonização do ambiente.

5. Valorização da geometria

As formas esculturais de objetos, móveis e itens de decoração foram algumas das tendências mais evidentes do Design Weekend em todos os dias do festival. Nessa edição, a matemática se uniu à estética para criar composições inovadoras e bem fora do comum.

Elementos irregulares, simétricos e tridimensionais, como aqueles utilizados nos tapetes da Botteh ou na mesa de apoio poligonal da Dieedro, convidaram o público a perceber outras abordagens estéticas, enquadramentos e percepções espaciais.

O objetivo é buscar inspiração nas linhas rígidas da geometria para aplicar sua essência na arquitetura e nas artes plásticas. Essa linguagem — que une diversas formas, texturas e tamanhos — muitas vezes cria um ar moderno e minimalista em diversos espaços.

Para adicionar toda essa personalidade na decoração de casa, a dica é procurar por peças cujo design único e surpreendente esteja evidente na assinatura de seu criador. Esses itens nascem de estudos apurados para que eles se destaquem na composição de qualquer ambiente.

A arte, a arquitetura, o paisagismo e a moda flertam com o design o tempo todo nas tendências do Design Weekend — seja na criação de móveis e padrões ou na colaboração de especialistas para expandir a singularidade de cada item vendido no festival.

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