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ART & DESIGN

Como funciona a decoração sensorial?

31/07/2020

De todas as inovações revolucionárias que o segmento de design e decoração sofreu nas últimas décadas, uma das mais interessantes é, sem dúvida, a do design sensorial.

Afinal, quando o assunto é decoração de interiores a gente está acostumado a pensar em cada detalhe, para que tudo fique perfeito. Mas esse é justamente o risco de deixar a “visão do todo” se perder, concorda?

Imagine quando você vai fazer aquele check-in do trabalho final de um ambiente como a sua sala de estar, por exemplo.

Vamos lá: a parede está perfeita, o tapete também, o sofá e a mesinha de centro, idem; assim como as cortinas e tudo o mais. Ok. Mas e o conjunto, ou melhor, e a sua experiência de estar naquele ambiente rotineiramente, como anda?

É aí que entra o papel da decoração sensorial, um conceito que pode parecer elaborado demais, mas no fundo é muito simples. Como o termo principal sugere, trata-se de uma visão que busca provocar sensações por meio da decoração.

Provavelmente você já ouviu falar em cromoterapia (terapia com base nas cores), ou até em paisagismo residencial. Contudo, esse conceito atual vai muito além.

O mais bacana é que nele todos os cinco sentidos devem ser pensados ao mesmo tempo, ou seja:

  1. Visão;
  2. Tato;
  3. Olfato;
  4. Audição;
  5. Paladar.

Mas até o paladar, em decoração, como assim? Pois é. Se você quer compreender melhor como funciona a decoração sensorial, é só seguir adiante na leitura.

Nossa visão e o papel do toque

Certamente o aspecto mais evidente da decoração é o visual.

Tudo começa por ele, a ponto de que é possível você se apaixonar por uma peça única antes mesmo de tocá-la, não é mesmo? Isso pode ocorrer, por exemplo, pela vitrine de uma loja, ou mesmo pela televisão.

A decoração sensorial começa quando você pensa não apenas nas cores, mas também no formato de cada peça. E o segredo é não deixar nada de lado. 

Aqui, não se pensa apenas nas paredes e nos móveis principais: um conjunto de almofadas e até um enfeite simples já podem fazer toda a diferença.

Aí é que começamos a entrar em outro aspecto da decoração: o sentido do tato. Afinal, nossa primeira reação ao nos vermos diante de algo atraente é querer tocar o objeto.

Você seria capaz de analisar um edredom sem tocá-lo muitas e muitas vezes? A decoração sensorial está aí para lembrar que já existem até mesmo painéis ou revestimento 3D, que dão um toque incomparável a qualquer ambiente.

Mas pense também no conforto: a maciez do tapete, do sofá e das poltronas. Enfim, é preciso lembrar que não se trata apenas de estética, mas também de aconchego.

Sossego: entre plantas e vitrolas

Aqui já entramos num domínio pouco explorado pela decoração tradicional.

Você já deve ter ouvido falar nos difusores e aromatizadores de ambiente que são comercializados atualmente. Muitos deles já contam com sistema elétrico e programação com timer.

Uma dica bacana que a decoração sensorial recupera é que o natural também pode enriquecer o cheirinho de um ambiente. Então, pense em velas perfumadas. E considere, claro, plantas aromatizadas, que ainda por cima ajudam no visual.

O papel da audição na decoração está aí para nos lembrar do problema do estresse e do ritmo caótico das grandes metrópoles. Quer ir além de uma fonte de bambu, que já dá aquela relaxada graças ao barulho da água caindo?

A proposta sensorial indica um cantinho todo seu. Você pode isolá-lo com biombo, talvez com tecido rústico para cortina, e ali tocar uma dessas vitrolas vintages que estão em alta, ouvindo suas músicas preferidas.

Onde entra o paladar nisso tudo?

Já reparou naqueles fast-food que carregam na cor vermelha? Não é à toa: é que algumas cores podem despertar nosso apetite, ou inibi-lo, conforme o desejado.

Isso vale para a casa toda. No dormitório, por exemplo, você poderia pensar em armários planejados que seguissem uma cor favorável ao sono e ao descanso.

Mas é na cozinha que o paladar pode se unir com essa estratégia. Além das cores, elementos como fruteiras também entram nesse tipo de decoração, que se comunica com o sentido do paladar.

Se quiser ir além: há soluções atuais que permitem plantar árvores pequenas que dão fruto, e tudo em vasos, dentro de casa mesmo. Show, né?!

Com isso fica claro: pensar em todos os sentidos do corpo, ao mesmo tempo, transforma qualquer decoração em algo revolucionário e inesquecível.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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