Financiamento

Conheça os principais custos com o financiamento imobiliário

26/07/2019
custos com o financiamento imobiliário

Adquirir um imóvel não é um plano de fácil execução, visto que casas, apartamentos e terrenos costumam demandar um investimento alto. Sendo assim, é preciso fazer um planejamento minucioso e ter cautela para alcançar o objetivo.

Nem todos podem ou querem quitar o imóvel à vista. Nesse contexto, o financiamento imobiliário aparece como uma boa solução, mas é preciso ter atenção, afinal, trata-se de um compromisso de longo prazo.

Por isso, além de se planejar bem antes de tomar uma decisão, é importante ter em mente que haverão outras despesas além da entrada e das parcelas, como impostos, juros, documentação, seguros, entre outros. Para ajudar nesse processo, escrevemos este artigo com os principais custos referentes ao financiamento imobiliário. Continue lendo e confira!

Quais são os principais custos referentes ao financiamento imobiliário?

O financiamento de um imóvel tem custos extras que, muitas vezes, não são ponderados pelo comprador. No entanto, para não ter problemas com o orçamento, é fundamental se informar sobre essas despesas e levá-las em consideração no planejamento financeiro. Confira os principais gastos abaixo!

Banco

Juros

Cada instituição bancária oferece opções de financiamento com diferentes taxas de juros. Além disso, o tempo de contrato e o valor das parcelas também são levados em conta nesse cálculo, ou seja, quanto mais longo for o financiamento, maiores serão os juros.

Esse é o principal custo que o comprador deve ficar atento. Afinal, em alguns imóveis os juros podem representar até 50% do valor do financiamento!

Taxa de seguros

Quando o financiamento é feito por meio do Sistema Financeiro de Habitação, ou SFH, obrigatoriamente será necessário contratar dois tipos seguros. O primeiro é chamado de Danos Físicos do Imóvel (DFI), e o segundo é referente à Morte ou Invalidez Permanente (MIP).

O seguro DFI cobre os prejuízos causados por fatores externos, o que inclui incêndios, explosões, inundações ou alagamentos, queda de raios, destelhamentos ou desmoronamento total e parcial, assim como a ameaça desse último. No entanto, o seguro não cobre problemas causados por má conservação, desgaste natural, falta de manutenção, vícios de construção, erros de cálculos estruturais e problemas no imóvel antes de o seguro ser feito.

Já o MIP é o seguro responsável por quitar o restante do financiamento do imóvel caso ocorra morte ou invalidez permanente, visto que no último caso a pessoa é impossibilitada de trabalhar para sempre. No caso de financiamentos com dois ou mais responsáveis, a indenização será paga proporcionalmente.

Os dois seguros são pagos junto com as parcelas do financiamento e representam de 3% a 5% do valor total de cada uma das prestações. Essa quantia, quando somada, é bastante relevante.

Imóvel

Registro do imóvel

O registro é outro documento obrigatório para quem está comprando um imóvel. Ele atesta quem é o proprietário do bem no livro de registros da região em que o imóvel se localiza. Dessa forma, é possível garantir os direitos do comprador.

Os custos desse documento dependem do estado em que está sendo feita a compra e do valor total da transação. Geralmente, o registro do imóvel fica em torno de 1% do valor financiado.

Escritura

No caso do financiamento imobiliário, o contrato com a entidade financeira representa uma escritura temporária. No entanto, após quitar o financiamento, é preciso lavrar a escritura definitiva, que é o documento que transfere a validade jurídica definitivamente para o nome do comprador.

Os custos desse documento variam de tabelionato para tabelionato, mas, geralmente, são baseados no valor do imóvel.

Impostos

Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI)

O ITBI é uma taxa cobrada pela prefeitura, e deve ser pago pelo comprador do imóvel. Normalmente, ele é calculado sobre o valor de transação, ou seja, o valor pago pelo imóvel, custando cerca de 2% ou 3% do investimento.

Existe uma forma de economizar com os custos do financiamento?

Os seguros DFI e MIP são obrigatórios, mas você não precisa contratá-los necessariamente com a instituição bancária responsável pelo financiamento do seu imóvel. Isso significa que é possível realizar uma pesquisa de mercado e, assim, escolher outra empresa de seguros com taxas melhores, o que possibilita uma economia ao longo dos anos.

Como falado, os juros são uma importante variável no financiamento imobiliário. É essencial ter em mente que, em alguns casos, eles podem ser o principal custo dessa modalidade de pagamento. Assim, é preciso analisar as possibilidades e condições de cada banco antes de fechar o contrato a fim de negociar as melhores taxas. O lado positivo de realizar o financiamento com o banco financiador da obra é a maior agilidade.

Outra forma de economizar é fazer um contrato com o menor número de parcelas possível. Isso significa que você pagará um valor mais alto mensalmente, mas, por outro lado, os juros e as correções serão menores. Além disso, é fundamental não atrasar as prestações para evitar o pagamento de mais juros. Uma dica é colocar o pagamento em débito automático para evitar esquecimentos ou por meio do Débito Automático Autorizado (DDA), que facilita a sua rotina de pagamentos.

Um ponto interessante é que, se você está financiando um imóvel residencial de até R$1,5 milhão pela primeira vez pelo Sistema Financeiro de Habitação, tem direito a desconto no registro. Em São Paulo, por exemplo, por lei, você tem 50% de desconto. Mas lembre-se: essa redução no valor precisa ser solicitada ao cartório!

Por fim, a dica mais importante é se planejar financeiramente. Procure simular quanto será gasto com o total do financiamento e os seus custos extras, definindo o valor mensal necessário. Isso evita que aconteçam imprevistos e as faturas e cobranças não sejam pagas, gerando mais dívidas e juros.

E então, entendeu quais são os custos contidos em um financiamento imobiliário? Lembre-se de que pesquisar as opções no mercado é fundamental para evitar gastos desnecessários. Além disso, não deixe de se planejar financeiramente, visto que financiar um imóvel é um compromisso em longo prazo.

Gostou das dicas e quer ficar por dentro de outros conteúdos sobre o tema? Então, veja quais são os 4 principais erros no financiamento imobiliário que você deve evitar.

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