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Você sabe o que é securitização? Descubra aqui!

16/05/2019
Securitização

A prática financeira que agrupa vários ativos é comum no mercado moderno. Afinal, é fato que muitos empreendimentos precisam de investimentos para se sustentarem ao longo do tempo. A securitização é uma alternativa para quem precisa recorrer a fontes externas a fim de capitalizar o seu projeto. Ela já é reconhecida como uma das opções que melhor garante liquidez aos diversos tipos de negócio.

Quer entender mais sobre o assunto? Continue a leitura e descubra o que é securitização e como ela funciona na prática. Vamos lá!

O que é securitização?

A securitização é uma operação que funciona como um financiamento de projetos. Ela é feita, principalmente, para empresas que desejam levantar fundos a partir dos recebíveis que já têm.

Embora pareça complicada, essa operação é bastante simples. Uma instituição financeira transforma os seus créditos em títulos ou valores mobiliários. Por sua vez, eles ficam disponíveis para serem adquiridos por investidores.

Quando o financiador compra o título, ele paga o valor à vista à instituição e depois recebe os valores conforme forem sendo quitados ao longo do tempo, com um adicional, o que rentabiliza o negócio.

Segundo a especialista financeira do grupo Cyrela, Tatiane Osmo, a securitização favorece o investimento no mercado, “tudo o que se transforma em recebível, você consegue fazer a securitização, que nada mais é do que antecipar o recebível”.

Com funciona a securitização?

A securitização basicamente transforma um fluxo de recebíveis futuros em ativos negociáveis à vista, propiciando novas captações financeiras para empresas, construtoras e demais agentes do mercado imobiliário e financeiro.

As principais formas de negociar esses títulos são por meio dos Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) ou das debêntures. Cada uma tem vantagens e particularidades quanto à rentabilidade proporcionada.

Com o FIDC, a empresa aplica os seus títulos em um fundo, procurando os possíveis investidores. A vantagem dessa operação é a rentabilidade, que pode superar o Certificado de Depósitos Bancários (CDI) e apresenta um retorno maior do que outros produtos financeiros.

Outra opção, adotada por algumas empresas, consiste em adquirir esses ativos e alterá-los para títulos de debêntures negociáveis na Bolsa de Valores. Essa é uma operação mais indicada para financiadores de renda fixa que querem diversificar os seus investimentos.

O que é Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI)?

O CRI é um dos instrumentos usado para a captação de recursos destinados a financiar as transações do mercado imobiliário. Esse método já é utilizado nos Estados Unidos há muitos anos, e no Brasil é esperado um crescimento desse modelo de títulos nos próximos anos.

Para deixar mais claro, vamos utilizar um exemplo. Digamos que uma construtora vende apartamentos na planta, que pretende entregar em três anos. Os compradores financiam essa compra e assumem a responsabilidade de pagar as parcelas até o momento em que as chaves serão entregues.

Por meio da emissão de um CRI, a construtora consegue vender esses recebíveis para terceiros (investidores) e pegar esse valor total à vista, que ela só conseguiria receber no final dos três anos.

A securitização nasceu como uma alternativa às linhas de crédito tradicionais. Esse modelo de financiamento busca atender as necessidades específicas de cada pessoa. A vantagem para quem compra o CRI é remunerar o seu dinheiro e ainda poder financiar um grande projeto.

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