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[Sustentabilidade] Como gerar menos lixo em casa

23/10/2019
Sustentabilidade

O brasileiro produz cerca de 1 Kg de lixo diariamente, de acordo a UNIFESP. Uma parte é composta por resíduos, e a outra de embalagens ou objetos em materiais como o plástico, metal, vidro, papel ou uma combinação entre eles. Do total de lixo produzido,  cerca de 50% é orgânico e 40% pode ser considerado reciclável.

Por isso cada vez mais movimentos nascem e se popularizam, com o intuito de conscientizar a população. Um exemplo é o “movimento sem lixo”, que incentiva o aproveitamento e correto encaminhamento de resíduos recicláveis e orgânicos. O principal impacto seria a redução, ou até mesmo o fim dos aterros sanitários ou da incineração de resíduos.

A diminuição na produção de lixo deve ser uma meta para a nossa sociedade, com valores éticos e morais, econômicos e, principalmente, preocupação com o futuro. Nesse sentido, é preciso guiar as pessoas para a mudança de hábitos, conscientizando sobre os ciclos naturais e sustentáveis, visando a recuperação e uso dos materiais após o consumo.

Além disso, uma gestão sustentável deve monitorar a geração de resíduos, evitando a mistura dos diferentes tipos de lixo, recicláveis, orgânicos e rejeitos. 

Trata-se de um conceito de vida, aplicável aos meios urbanos e rural. Nele, o indivíduo e organizações que ele integra passam a refletir e tomar decisões mais conscientes antes de consumir e descartar resíduos. Isso pode ser feito com algumas recomendações, como:

Conhecimento dos tipos de lixo e descarte consciente

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A separação correta do lixo é o primeiro passo para a destinação, disposição e tratamento. Essa última etapa inclui a contratação de empresa de reciclagem de papel ou outros materiais, além da incineração e outros tipos de tratamentos.

O conhecimento sobre os tipos de lixo, separação e descarte consciente demanda poucos minutos de dedicação e atenção diária, mas pode evitar danos significativos às pessoas e ao meio ambiente.

A divisão deve ser em orgânicos, recicláveis não perigosos, não recicláveis não perigosos e perigosos. Os orgânicos podem ser reciclados em casa, com a compostagem, ou embalados em sacolas biodegradáveis. Os recicláveis precisam ser higienizados, embalados em materiais também recicláveis e destinados ao lugar correto, dependendo do material.

Não recicláveis não perigosos podem ser embalados em sacolas biodegradáveis e encaminhados aos aterros sanitários. Já os perigosos, dependendo do tipo de resíduo, podem demandar o uso de saco para lixo infectante, e atenção especial dependendo do tipo de material.

Optar pela manutenção invés da substituição

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Uma iniciativa que ajuda as famílias na redução de entulhos e lixos, principalmente de equipamentos ou objetos pessoais, é a manutenção dos itens ao invés da substituição.

Diante da queima ou quebra de equipamentos, o ideal é que a família escolha a manutenção de aquecedores, ar condicionado, ou outros utensílios, como chuveiros, por exemplo. Assim, é possível consumir com mais consciência e até economizar.

Conhecer os produtos e marcas 

Dependemos de muitas marcas para consumir alguns produtos, mesmo nas casas em que os moradores praticam o consumo consciente. 

A principal dica para reduzir a quantidade de lixo produzido em casa é diminuir as compras, optando por preparar alimentos em casa, por exemplo. Quando isso não é possível, a solução é conhecer o produtos e marcas e, principalmente, as suas políticas de destinação final de resíduos sólidos.

Assim, é possível escolher as empresas que demonstram maior preocupação com as causas ambientais e contribuem com ações efetivas para a sustentabilidade, como a reciclagem.

Quanto mais lixo, mais problemas

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O aumento na geração de resíduos sólidos tem consequências negativas para o meio ambiente e para a sociedade, principalmente quando a coleta é deficitária. Alguns problemas que podem ocorrer em decorrência disso são:

  • Custos mais altos para recolhimento e tratamento;
  • Dificuldade para encontrar áreas para a disposição final;
  • Grande desperdício de matérias-primas;
  • Contaminação do solo, ar e água;
  • Proliferação de vetores e transmissores de doenças;
  • Entupimento de redes de drenagem urbana, causando enchentes;
  • Degradação do meio ambiente e depreciação imobiliária.

Portanto, a redução na produção de lixo é uma medida de extrema urgência, principalmente com a integração adequada das matérias-primas nos ciclos produtivos ou na natureza.

Ao final, a maneira mais eficiente de lidar com a questão é mesmo conter o consumo desenfreado e dar um tratamento adequado, com tecnologias para diminuir a geração, além da reutilização e reciclagem dos materiais em desuso.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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